Cantina Piolin, tradicional reduto do teatro paulistano, tenta resistir à pandemia – 07/05/2021 – Restaurantes


Ponto de encontro de atores há 52 anos na rua Augusta, a cantina Piolin é mais um restaurante que corre o risco de fechar as portas definitivamente por causa da pandemia. Com dívidas acumuladas, a casa tenta equilibrar as contas com o serviço de delivery e um baixo movimento de clientes que se arriscam a visitas presenciais.

No início da pandemia, em março do ano passado, a cantina que é point de pizzas e macarronadas do teatro paulistano ficou fechada por três meses. Proprietária do espaço, Regina Godoy conta que teve de demitir 18 funcionários na época. Sem conseguir pagar os salários e rescisões, ela enfrenta atualmente processos trabalhistas. A equipe, que já teve 24 pessoas, hoje conta com só seis.

Agora que pode voltar a receber o público, mas com restrições de funcionamento, o restaurante viu o número de clientes cair. Era no período da noite, no horário do jantar, que a casa costumava ser mais procurada. Desde então, diz Godoy, o delivery tem concentrado a maior parte dos atendimentos. Mas, ainda assim, as vendas são insuficientes para manter as contas em dia. ​

As coisas pioraram quando tudo fechou novamente, em março deste ano. Com salários e contas atrasadas, Godoy acumulou dívidas para manter o restaurante e diz que atrasou os pagamentos do aluguel do apartamento onde mora, condomínio, água e luz.

“Com o restaurante fechado, de onde vou tirar dinheiro? Preciso trabalhar para pagar”, diz ela.

Fundada em 1969 pelo pai da atual proprietária, o garçom José Alves de Godoy —conhecido pelo apelido Mosquito—, a cantina virou ponto de encontro de atores e de quem frequentava os espetáculos dos teatros na região da Augusta e da praça Roosevelt. Por lá, já passaram nomes como Antônio Fagundes, Raul Cortez, Regina Duarte, Alexandre Borges e Matheus Nachtergaele, por exemplo.

“Meu grande público-alvo é o pessoal do teatro, mas os teatros estão fechados. Hoje em dia a Augusta está morta”, diz Godoy. Encerrar o Piolin, porém, não está nos planos da proprietária. “A possibilidade existe, mas só não fechei ainda porque não pago aluguel do imóvel”, afirma.

Atualmente, a cantina está aberta de terça a domingo para atendimento presencial, entre 12h e 20h, e oferece refeições via delivery.

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