Brasil e Argentina são candidatos ao título da Copa do Mundo – 16/11/2021 – Tostão

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Escrevi esta coluna antes da partida desta terça (16) entre Argentina e Brasil. Independentemente das atuações e do resultado, as duas seleções são candidatas ao título mundial em 2022. Fora a França, a melhor seleção do mundo, por ter mais craques, Brasil e Argentina estão próximas ao nível das outras principais equipes europeias.

A nova contusão de Neymar, ausente na partida desta terça, é mais uma consequência da queda física do craque, demonstrada nas partidas.

Assim como os jogadores precisam fazer escolhas rápidas e corretas durante as partidas, os treinadores, além de conhecimento científico e de saber comandar um grupo, necessitam também decidir com eficiência, antes e no momento dos jogos. É difícil, ainda mais na lateral do gramado, sem a visão completa do conjunto, em condições de pressão e de emoção.

Como no futebol acontecem inúmeros fatos importantes e imprevisíveis, muitas vezes, um treinador faz o certo, e dá errado, ou o contrário. Se os treinadores explicassem as razões de suas condutas, seriam mais bem compreendidos, e nós, comentaristas, faríamos uma avaliação mais justa.

Independentemente da atuação e do resultado do jogo contra a Argentina, Tite tem conduzido bem a seleção e criado várias opções individuais e coletivas, de acordo com o momento da partida, com o adversário e com as características dos jogadores.

No Corinthians, Sylvinho, discípulo de Tite, aceitou as críticas e escalou Renato Augusto no lugar certo, no meio-campo. Com ele de centroavante, o time perde o principal construtor, sem ganhar um bom atacante.

Na Copa de 1970, eu, que era um meia ofensivo no Cruzeiro, joguei de centroavante. Hoje, diriam que eu era um falso 9. Funcionou bem, porque Pelé e Jairzinho, dois extraordinários artilheiros, agressivos e velozes, precisavam, ao lado deles, muito mais de um centroavante armador, facilitador, do que de um clássico centroavante finalizador.

Qual será a escolha de Renato Gaúcho quando tiver Arrascaeta e todos os jogadores do meio para frente em boas condições físicas? Deve sair Michael, embora ele, no momento, seja o mais efetivo. Michael parece um jogador de videogame, teleguiado para driblar até fazer o gol.

No Palmeiras, o técnico Abel Ferreira disse que gosta de um camisa 5 (Felipe Melo), de um 8 (Zé Rafael) e de um 10 (Raphael Veiga). Assim, brilhavam os times do passado no Brasil. Funciona bem no Palmeiras, porque Raphael Veiga é um excelente meia de ligação e porque os adversários deixam muitos espaços entre o meio-campo e os zagueiros. O Palmeiras tem o mesmo problema.

Nos dois gols do Fluminense, o meio-campista Yago Felipe conduziu a bola livremente e finalizou de fora da área, enquanto os zagueiros do Palmeiras se posicionavam dentro da área.

No Atlético-MG, Cuca quase sempre faz escolhas corretas, como colocar Mariano no lugar de Guga, manter o ótimo volante Allan e encontrar o posicionamento certo para a dupla de atacantes Hulk e Diego Costa.

Fazer boas escolhas é fundamental, no futebol e na vida. Os craques são os que unem a fantasia e a improvisação com a técnica e a lucidez para tomar decisões certas. Sempre foi assim. Garrincha não era apenas um artista genial, sem regras e sem amarras. Tinha também ótima técnica. Em uma fração de segundo, driblava, arrancava e dava passes precisos para os companheiros fazerem o gol. Existe arte sem técnica?


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Fonte: Acesse Aqui o Link da Matéria Original

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