Atirador do Hamas mata um e fere três em ataque na Cidade Velha de Jerusalém – 21/11/2021 – Mundo


Um membro palestino do Hamas matou uma pessoa e feriu outras três em um ataque com arma de fogo na Cidade Velha de Jerusalém na manhã deste domingo (21). O atirador foi morto em seguida pela polícia, segundo as autoridades israelenses.

Os disparos feriram gravemente dois civis, e um deles morreu no hospital. Eliyahu Kaye, de 25 anos, tinha acabado de chegar ao país vindo da África do Sul. Ele perdeu sua vida “enquanto estava indo para o trabalho”, segundo o órgão que administra o Muro das Lamentações, local de oração mais sagrado dos judeus. Dois policiais tiveram ferimentos leves.

Imediatamente após o ataque, vários policiais foram posicionados na Cidade Velha, onde o corpo do atirador permaneceu por um longo tempo no chão.

O ministro da Segurança Pública israelense, Omer Bar-Lev, declarou na televisão que o agressor era um palestino membro do Hamas e que vivia no bairro de Shuafat, em Jerusalém Oriental. Segundo a polícia, ele tinha 42 anos.

“Ele era membro do Hamas, do ramo político, não do ramo armado. Pelas imagens que temos, parece que ele estava vestindo uma grande galabeya (traje tradicional) ou que se disfarçou de judeu ortodoxo”, afirmou o ministro no canal israelense Kan. “A mulher dele saiu [do país] há três dias e o filho também está no exterior (…). Parece que o atentado foi premeditado”, acrescentou.

Em nota, a liderança do Hamas confirmou que o atirador, Fadu Abu Shukhaydam, era membro da organização. No entanto, o movimento islâmico não assumiu a responsabilidade pelo ataque, realizado exatamente seis meses após o fim da última guerra entre o Hamas e Israel.

“Nosso mártir em Jerusalém passou sua vida pregando a jihad. Essa operação heroica é um aviso ao nosso inimigo e seu governo para parar de ocupar nossa terra”, disse o Hamas em um comunicado da Faixa de Gaza.

Em recente sermão em uma mesquita de Jerusalém, cuja gravação foi vista pela agência de notícias AFP, o agressor acusou os israelenses de “serem os pais da opressão, financiados por Satanás e pelos Emirados Árabes Unidos”, país que reestabeleceu as relações no ano passado com Israel.

Após o ataque, o primeiro-ministro israelense Naftali Bennett exigiu reforço do sistema de segurança em Jerusalém e pediu à população e à polícia para estarem vigilantes na véspera do feriado judaico de Hanukkah, que é celebrado a partir de 28 de novembro.

Na última quarta-feira (17), um palestino de 16 anos feriu dois membros das forças de segurança israelenses com uma faca na Cidade Velha. O agressor foi morto pela polícia, o que levou a confrontos entre palestinos e forças israelenses no bairro de Issawiya, em Jerusalém Oriental, de onde o jovem era.

O presidente Yitzhak Herzog, que voou para Londres neste domingo, disse que “a comunidade internacional deve reconhecer o Hamas como uma organização terrorista”, de acordo com um comunicado de seu gabinete.

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