Artilheiros de Brasil e Argentina, Neymar e Messi fazem poucos gols em mata-mata – 01/07/2021 – Esporte


São as duas principais estrelas do futebol sul-americano e artilheiros de suas respectivas seleções nesta Copa América. Natural, portanto, que o desempenho de Neymar e Messi atraia a maioria dos olhares.

Contudo, apesar dos números globais estarem a favor da dupla e mesmo que suas funções não estejam limitadas a empurrar a bola para a rede, o histórico de ambos por Brasil e Argentina, respectivamente, não exibe estatísticas de gols expressivas em fases de mata-mata.

Aos 34 anos, o argentino marcou somente quatro vezes em jogos eliminatórios, e o brasileiro, de 29 anos, anotou apenas dois em sua carreira nos estágios finais dos torneios.

O Brasil disputa o seu confronto pelas quartas de final da Copa América nesta sexta-feira (2), contra o Chile, às 21h, no estádio Nilton Santos –SBT e ESPN Brasil transmitem. Já a Argentina entra em campo no sábado (3), diante do Equador, às 22h, no estádio Olímpico de Goiânia –com transmissão do SBT.

Autor de 68 gols pela seleção brasileira profissional, Neymar persegue o recorde de Pelé como maior artilheiro da equipe nacional. O Rei tem 77.

Mas de todos esses gols, lista que inclui os dois anotados nesta Copa América até aqui, o atacante só marcou duas vezes em partidas de mata-mata.

O primeiro foi na final da Copa das Confederações de 2013, contra a Espanha, na vitória do Brasil por 3 a 0 que deu à equipe o título do torneio, disputado no país a um ano do Mundial.

O segundo de Neymar em confrontos eliminatórios foi marcado nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2018, diante do México. O triunfo brasileiro por 2 a 0 classificou a seleção de Tite para as quartas, fase em que se despediu após derrota para a Bélgica.

A marca tímida se explica também por fatores como lesões, uma suspensão e a não ida a um torneio (foi poupado), que fizeram com que ele perdesse algumas competições –ou parte delas– em sua trajetória com a camisa verde e amarela.

Na Copa América de 2015, por exemplo, Neymar foi expulso na segunda partida do Grupo C, contra a Colômbia, e pegou um gancho de quatro jogos, perdendo a sequência do torneio. O Brasil foi eliminado nas quartas, pelo Paraguai.

A edição seguinte do torneio sul-americano, em 2016, não contou com a presença do atacante, poupado da disputa. A seleção brasileira caiu ainda na fase de grupos depois de perder para o Peru, por 1 a 0, resultado que significou a demissão do então técnico Dunga.

Mais recentemente, Neymar se preparava para disputar a Copa América de 2019, sediada também no Brasil. Porém, uma ruptura ligamentar no tornozelo direito em amistoso diante do Qatar tirou o atleta da competição, que seria vencida pela seleção brasileira, no Maracanã.

Lesão nas costas em jogo contra a Colômbia, pelas quartas de final do Mundial de 2014, já o havia retirado de ação da sequência daquela Copa. Desfalque para a equipe, viu o Brasil ser goleado por 7 a 1 pela Alemanha na semifinal e dar adeus ao sonho do hexacampeonato.

Ao todo, somando todas as edições de Copa América, Copa do Mundo e Copa das Confederações que disputou, Neymar jogou sete partidas de mata-mata pela seleção e marcou dois gols –média de 0,28 gol por jogo.

Com a camisa da seleção argentina, Lionel Messi é mais participativo que Neymar no Brasil, mas o número de gols em duelos de mata-mata também fica aquém do esperado para um jogador da sua qualidade e com sua capacidade goleadora.

Artilheiro da atual Copa América com três gols e maior goleador da história da Argentina, com 75, o camisa 10 da equipe alviceleste tem apenas quatro gols em jogos eliminatórios.

O primeiro veio na vitória por 4 a 0 sobre o Peru, nas quartas de final da Copa América de 2007. Na fase seguinte, os argentinos superaram o México pelo placar de 3 a 0, e Messi anotou mais um. O time então comandado por Alfio Basile perderia para o Brasil na final, por 3 a 0.

Os outros dois gols de Lionel Messi em partidas de mata-mata foram marcados na Copa América de 2016.

Nas quartas de final daquela edição, contra a Venezuela, ele balançou as redes no triunfo por 4 a 1. Contra os Estados Unidos, na semifinal, fez outro na vitória por 4 a 0, que levou a Argentina à final. Assim como em 2015, os argentinos foram novamente derrotados pelos chilenos na decisão.

Uma das críticas feitas a Messi em seu país é o desempenho em fases eliminatórias da Copa do Mundo. Com quatro Mundiais no currículo (2006, 2010, 2014 e 2018), o astro nunca fez um gol a partir das oitavas de final.

Ao todo, Lionel Messi disputou 20 partidas de mata-mata pela seleção, e marcou apenas quatro gols –média de 0,2 gol por jogo.

Além da cobrança por melhor rendimento em fases decisivas de competições, o camisa 10 convive com o peso da fila de títulos da Argentina. O país não conquista uma taça no futebol profissional desde a Copa América de 1993.

Fonte: Acesse Aqui o Link da Matéria Original



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