Alexandre de Moraes retiro sigilo de novos documentos do inquérito sobre atos antidemocráticos | Jornal Nacional

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O ministro do STF Alexandre de Moraes retirou nesta quarta-feira (9) o sigilo de novos documentos do inquérito sobre atos antidemocráticos. A investigação indica que verbas do governo federal podem ter abastecido sites bolsonaristas responsáveis por desinformação, mensagens contra a estabilidade democrática e pela propagação de discurso de ódio.

A Polícia Federal afirma que é preciso aprofundar as investigações sobre o direcionamento de recursos da Secretaria de Comunicação Social do governo federal para financiar essas páginas.

O avanço das investigações, segundo a PF, permitiria avaliar se há conexão das autoridades com a atuação desses sites contra a democracia.

Os investigadores apuravam se o governo criou filtros ou bloqueios que evitassem que a propaganda do governo fosse veiculada e monetizasse canais que difundem ideias contrárias às professadas pelo estado democrático de direito, permitindo com tal prática que ocorresse o repasse de recursos púbicos.

A PF queria saber se o repasse se deu por culpa ou por dolo, com a ação ou omissão deliberada, de permitir a divulgação da publicidade do governo e a consequente monetização ao conteúdo propagado.

A PF chegou a apontar a suspeita de vínculo entre o blogueiro Allan dos Santos, um dos alvos do inquérito, e o ex-secretário de Comunicação da Presidência Fabio Wajngarten com os fatos investigados sobre direcionamento de recursos públicos e a monetização, o pagamento das páginas bolsonaristas para a divulgação de ideias antidemocráticas.

A investigação foi aberta em abril do ano passado depois de ataques ao Supremo e ao Congresso.

Cinco meses depois de ter recebido o material, a Procuradoria-Geral da República pediu o arquivamento do inquérito para os investigados com foro privilegiado, sem que tivessem sido realizadas diligências pela Procuradoria.

A PGR afirmou à TV Globo que recebeu o inquérito em fevereiro, mas um documento mostra que o relatório parcial foi recebido pela Procuradoria no mês anterior, dia 5 de janeiro.

Investigadores ouvidos pela TV Globo classificaram o pedido de arquivamento prematuro porque ainda existem fatos a serem apurados, que podem atingir autoridades com foro.

O ministro Alexandre de Moraes já determinou que a PGR preste esclarecimentos. Ele não estipulou prazo, mas disse à TV Globo que espera a resposta no máximo até o início da semana que vem.

Fabio Wajngarten afirmou que não houve verba direcionada para nenhum site ou blog. O Jornal Nacional não conseguiu contato com Allan dos Santos.

Fonte: Acesse Aqui o Link da Matéria Original

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