Agricultor fala sobre o efeito da seca em Pernambuco: ‘A terra está morta, não produz’ | Profissão Repórter


Em Curralinho, no sertão pernambucano, Francisco e Maria Leite vivem essa realidade. Ao longo dos últimos 60 anos, o casal de agricultores viu sua plantação ser afetada por este fenômeno.

Seu Chico e dona Maria vivem o processo de desertificação ao longo de 60 anos no sertão de Pernambuco — Foto: Profissão Repórter

“São áreas desertas, que a gente espera o inverno, mas não vem. Tem um açude grande aí que já passou nove anos sem encher. A terra mudou muito. A gente tirava sacos de milho, de feijão, arroz. Essa mesma terra hoje, não produz mais”, diz Francisco.

Seo Chico acredita que só falta a chuva para a terra voltar a ser fértil. “Os riachos já estão até com desgosto de não ver mais água. Aqui é uma terra produtiva. Se tiver água, não tem melhor. São 73 anos de batalha. É como se essa terra estivesse morta. A terra está morta, não produz”, conta.

Seu Chico acredita que só falta a chuva para a terra voltar a ser fértil — Foto: Profissão Repórter

Em imagens de satélite, é possível ver o avanço da desertificação, que já tomou conta de 13% do semiárido. A área é equivalente a três vezes o território do estado do Rio de Janeiro. Longas secas, desmatamento e uso intenso da terra são as principais causas.

O avanço da desertificação já tomou conta de 13% do semiárido, o equivalente a três vezes o território do estado do Rio de Janeiro — Foto: Profissão Repórter

Assista à reportagem completa abaixo:

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