Abertura de ‘Pantanal’ apresenta bioma com poesia e documentarista fala das imagens feitas em MS | Mato Grosso do Sul

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Quem não se lembra da abertura emblemática da novela “Nossa Senhora do Destino”, onde as pessoas do dia a dia estão espalhadas entre os personagens. Desde o dia 28 de março deste ano, na telinha da Globo, uma nova abertura passou a ser vista diariamente pelo público. Agora, a do remake de “Pantanal”. As imagens – grande parte feita em Mato Grosso do Sul – que retratam com poesia o bioma são do documentarista da natureza Cristian Dimitrius. Assista ao vídeo acima.

Na pausa entre um registro e outro de orcas, na Argentina, Cristian tirou um tempinho para conversar com o g1:

“Ver as imagens ali, mostram a poesia que é o Pantanal, a natureza no Pantanal, foi uma honra. Fico muito feliz de ver essas imagens, meu propósito é divulgar a natureza. É muito gratificante ver o Pantanal, lugar que amo demais, sendo divulgado para o mundo todo”, comenta o documentarista da natureza.

Cristian em uma das idas ao Pantanal. — Foto: Arquivo pessoal

Cristian explica que o trabalho dele só chegou aos produtores da novela pela indicação da jornalista Cláudia Gaigher, que tem forte atuação na cobertura jornalística na região pantaneira.

“No começo, no primeiro contato, bem antes de iniciar as gravações da novela, a Claudinha tinha me indicado para a produção da novela, caso precisassem de imagens. Cláudia avisou que eu teria imagens de arquivo e que a produção poderia entrar em contato. O pessoal entrou em contato, começamos a conversar, mandei muitas imagens e dessas, a produção escolheu algumas que ainda vão ao ar no corpo da novela”, detalha.

Onça, a rainha do Pantanal. — Foto: Cristian Dimitrius/ Arquivo Pessoal

As imagens de Cristian encantaram a produção do remake. Como o documentarista fala, a “poesia” tocou os produtores da novela e após verem os primeiros takes, começaram a pedir alguns conteúdos mais específicos.

“A produção começou a pedir outras coisas, como fotos para compor artes de divulgação e comentaram a ideia de que queriam usar as imagens na abertura da novela. Foi aí, então, que o pessoal começou a explicar a intenção para a abertura, era algo mais poético. Com isso, separei uma outra parte de imagens, fiz uma outra seleção, mandei e eles gostaram muito”, detalha.

Pantanal: maior planície alagável do mundo. — Foto: Cristian Dimitrius/Arquivo pessoal

Do pôr do sol a cliques subaquáticos de animais nativos do Pantanal, Cristian detalha sobre o poder de eternizar momentos através da fotografia e divulgação do bioma por meio das imagens feitas ao longo de vários anos de idas e vindas ao Mato Grosso do Sul.

“A maior parte das imagens é do Pantanal de Mato Grosso do Sul. Tem muita coisa do próprio Barranco Alto, em Rio Negro, perto de onde a novela foi gravada. Tem muita coisa da Nhecolândia, alguma outra da Estrada Parque. Daquela seleção, lembrando das imagens, 98% do que aparece na abertura foram feitas no Pantanal de Mato Grosso do Sul”.

Várias técnicas são utilizadas para o melhor registro. — Foto: Cristian Dimitrius/ Arquivo Pessoal

As imagens de Cristian, que não estão somente na abertura da novela, contam uma vida, os encontros de dedicação de horas por um momento exato. O papel do documentarias era fornecer a beleza do Pantanal que não consegue ser captada apenas no tempo em que a produção esteve no bioma.

“Os encontros com os bichos precisam de uma dedicação. As imagens contam vidas. Muitos momentos que estão nas imagens, nunca mais se repetiram, pode ser que nunca mais vão se repetir. Aquela luz, aquela combinação daquele bicho, naquele lugar e com aquela luz, não vai se repetir. São encontros únicos, isso o Pantanal proporciona para a gente”.

As idas ao Pantanal são anuais. — Foto: Arquivo pessoal

Para ter as imagens que Cristian tem, além de muito profissionalismo, são anos de dedicação à vida no bioma. Anualmente, por vezes duas vezes ao ano, o documentarista vem ao Pantanal para registrar a vida selvagem.

A primeira vez que Cristian pisou na terra pantaneira foi em 2007. De lá para cá, inúmeros registros compõe um extenso acervo da vida, fauna e flora no Pantanal.

O Pantanal é feito de inúmeras vivências. — Foto: Cristian Dimitrius/ Arquivo Pessoal

“Desde a primeira vez que fui ao Pantanal, eu me encantei. Passo pelo bioma todos os anos, praticamente, para fazer imagens de natureza, conhecendo cada hora um cantinho. Aos poucos fui me apaixonando cada vez mais pelo Pantanal, até que em 2014 a gente fez uma série de 10 episódios sobre o Pantanal, tudo filmado em 4K”, compartilha o documentarista.

Nas queimadas de 2020, Cristian estava lá, ajudou no combate ao fogo e de forma voluntária contribuiu com animais feridos. “Nós fazemos viagens particulares no Pantanal só para aproveitar e sempre que eu tenho uma oportunidade, eu coloco o Pantanal na rota dos meus trabalhos”.

Cristian em uma das expedições ao Pantanal. — Foto: Arquivo pessoal

Cidadão do mundo e com um pedaço de cada lugar que passa guardado em um registro, um momento específico marcou as idas do documentarista ao Pantanal. Uma viagem, em 2018, início da época de cheia no bioma, Cristian e outros três amigos entraram em um carro e fizeram a travessia pelas terras pantaneiras.

“Nós estávamos em um carro, sozinhos. Sem conhecer o caminho, a gente foi da parte de Campo Grande até sair na Curva do Leque, passando no meio do Pantanal. Essa foi uma experiência muito intensa para a gente. Sozinho vivemos o Pantanal, ficando nas fazendas, conversando com as pessoas, registrando o Pantanal em áreas que poucos tinham e têm acesso”, detalha.

Em uma parte da viagem, Cristian, junto dos amigos, chegaram em um ponto que não tinha mais para onde ir, era água para todos os lados. A noite foi passada na beira de um pasto, um verdadeiro contato com o Pantanal.

“Foi uma noite incrível de contato com o Pantanal, a lua, a névoa e a vibração da equipe. Foi um desafio, o Pantanal é um desafio. Estávamos sozinhos, nos guiando com a ajuda de pantaneiros e com a ajuda deles para atravessar algumas vazantes. Foi extremamente marcante este contato com o Pantanal desta forma. Senti o Pantanal, foi muito forte essa expedição”, relembra.

A simbiose pantaneira. — Foto: Cristian Dimitrius/Arquivo pessoal

Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:

Fonte: Acesse Aqui o Link da Matéria Original

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