Abel Ferreira, do Palmeiras, poderia ser presidente da CBF – 19/03/2022 – Juca Kfouri

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Não, não é porque o Palmeiras ganhou o terceiro clássico que disputou no Paulistinha.

Nem porque já tenha assegurado a condição de mandante nos jogos decisivos do campeonato.

Muito menos por golear impiedosamente seus adversários.

Ou porque chega invicto à 12ª e última rodada da fase de classificação para enfrentar o perigoso Bragantino, que pode até aplicar uma peça e ser o primeiro a derrotá-lo, o que não mudará o preço escorchante da gasolina no Brasil.

Abel Ferreira merece a presidência da CBF pelo que tem reiteradamente dito sobre a miséria do calendário do futebol brasileiro desde que chegou da Grécia para ser vitorioso no Palmeiras.

Desde as primeiras entrevistas, diga-se de passagem, ainda antes de ser bicampeão da Libertadores.

Verdade que deu uma meia trava no começo, provavelmente advertido pela direção alviverde sobre as consequências das críticas, que poderiam causar perseguição ao clube.

Hoje, dono do pedaço, ídolo da torcida, exerce sua independência para as coisas fora de campo com a mesma naturalidade que impõe o padrão de jogo dentro.

Variado, impõe-se que seja dito, como bem demonstrado na categórica vitória no dérbi, quando o 2 a 1 sobre o rival Corinthians esteve longe de exprimir a superioridade do elenco que dirige.

Em casa, contra adversário coalhado de jogadores talentosos, tratou de impedir a criatividade de Renato Augusto e de levar permanente perigo à meta corintiana.

Reativo? Nada disso!

Embalado por 40 mil palmeirenses, esteve perto de esmagar o adversário, o que não conseguiu apenas porque ainda não tem o desejado centroavante.

Com as costas quentes dos vitoriosos, tem posto o dedo nas feridas da bagunça cebefiana, exigido respeito ao calendário da Fifa, cobrado a paralisação dos campeonatos quando as datas internacionais tiverem de ser obedecidas, clamado por punições de torcedores que agridam jogadores como tem acontecido semanalmente no país e, mais, denunciado a falta de fair play financeiro no futebol nacional.

Diferentemente do que prega a Constituição Federal de 1988, ao exigir ser brasileiro nato para exercer a presidência da República, o estatuto da CBF nada diz a respeito.

Abel Ferreira serviria como uma luva no cargo.

Ainda mais neste momento em que teremos eleição para a função, mais uma vez digna da escolha de chefões mafiosos, com caneladas acima do pescoço ou entre as pernas.

Durante anos o Brasil se queixou do domínio carioca na Casa Bandida do Futebol, embora de Ricardo Teixeira, que é mineiro, para cá, só tivéssemos presidentes representados por três tristes figuras paulistanas: José Maria Marin, Marco Polo Del Nero e Rogério Caboclo, com bizarras interinidades do folclórico coronel paraense Nunes e, agora, do baiano Ednaldo Rodrigues, favorito no próximo pleito.

O problema da CBF nunca foi o berço de seus cartolas. Aliás, o melhor de seus presidentes, ou melhor, com o perdão da repetição, o único bom, foi Giulite Coutinho, tão mineiro como Teixeira.

Abel Ferreira, português de Penafiel, talvez já tenha cumprido a sua missão em terras brasileiras como treinador.

Poderia perfeitamente aceitar mais uma como dirigente. Quem sabe até trouxesse de volta Jorge Jesus para dirigir a seleção brasileira, já que Tite anuncia a retirada depois da Copa do Mundo.

Seria bestial, ó, pá!


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