A duas rodadas do fim, quem leva a Premier League? – 13/05/2022 – Marina Izidro

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​Jürgen Klopp e Pep Guardiola se dão bem.

Silêncio.

E, então, você se pergunta: e daí? Mas, acredite, isso é assunto aqui na Inglaterra quando se debate a rivalidade entre Liverpool e Manchester City, e dá uma noção de quanto o trabalho e a atitude dos dois treinadores são minuciosamente analisados dentro e fora de campo.

Tem gente que acha que a boa relação entre Klopp e Guardiola deixa o confronto amistoso demais. Eles não são amigos, não telefonam um para o outro nem saem para jantar –e já admitiram isso. Mas se elogiam publicamente, abraçam-se depois das partidas, respeitam-se e têm muito em comum: são dois dos maiores técnicos de todos os tempos no comando de equipes extraordinárias e vencedoras. “Ah, Manchester United contra Arsenal, Alex Ferguson e Arsène Wenger, aquilo, sim, era rivalidade…”

Qualquer entrevista de um deles que saia um pouco do padrão e possa ser vista como provocação também vira notícia. No domingo (8), já na reta final da disputa pelo título do Campeonato Inglês e depois da eliminação recente na semifinal da Liga dos Campeões, Guardiola disse: “Todo o mundo neste país torce pelo Liverpool… Eles têm uma história incrível em competições europeias, mas não na Premier League, porque eles ganharam uma vez em 30 anos.”

A duas rodadas do fim da temporada, tirar das mãos do City o quarto troféu da liga inglesa em cinco anos não é impossível, mas parece improvável. A equipe de Guardiola está três pontos à frente do rival e com sete gols a mais de saldo, continua no controle da tabela e atropelando adversários. Não perde há dez partidas e, nas quatro últimas, massacrou Watford por 5 a 1, Leeds por 4 a 0, Newcastle por 5 a 0 e Wolverhampton por 5 a 1. Imagine quanto a conta pode aumentar quando o norueguês Erling Haaland pisar em Manchester.

O Liverpool não perde na Premier League desde dezembro, mas não é fácil manter uma performance praticamente perfeita para ultrapassar uma equipe do nível do City ao mesmo tempo em que disputa outras competições. Vencer o Campeonato Inglês demanda consistência, e a margem de erro é mínima. Em 36 partidas, o City ganhou 28, empatou cinco e perdeu três. O Liverpool tem 26 vitórias, oito empates e só duas derrotas. Um pequeno tropeço, o 1 a 1 com o Tottenham na semana passada, pode ter custado o título aos Reds.

Levantar a taça só depende do City, mas, caso o cenário mude e o Liverpool chegue à liderança nesta reta final, a equipe de Klopp poderá conquistar a chamada “quádrupla coroa”, que inclui também a Copa da Liga Inglesa –vencida em fevereiro–, a Copa da Inglaterra, cuja final contra o Chelsea é neste sábado (14), e a Liga dos Campeões, caso derrote o Real Madrid na decisão do dia 28. Um time inglês jamais conseguiu os quatro títulos na mesma temporada.

O fim da Premier League também será emocionante por outros motivos, claro. Há a disputa entre Arsenal e Tottenham pelo quarto lugar e, por consequência, pela vaga na Champions, e o que vai ocorrer com a crise no Manchester United.

Mas a história entre Guardiola e Klopp fascina, mostra que adversários não precisam ser inimigos. O espanhol disse recentemente que o alemão é o maior rival que já teve em sua carreira como treinador, e que Klopp o faz ser melhor. Há a sensação de que um deixa o outro mais forte. Quem também ganha é o futebol.


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