5G: o que deve mudar primeiro com a nova conexão – Notícias

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Muito se fala das infinitas possibilidades que o 5G, a nova geração da internet móvel, deve oferecer — carros autônomos, cidades totalmente conectadas e outras tantas possibilidades. No entanto, ao contrário do que muitos pensam, a tecnologia não deve transformar o cotidiano das pessoas em uma série de ficção científica, pelo menos não em um futuro próximo.


Segundo o professor de engenharia de produção da FEI-SP, Fábio Lima, responsável pelo Centro de Soluções 5G da universidade, em um primeiro momento, os usuários brasileiros serão beneficiados com uma conexão mais estável e mais rápida quando comparada à das gerações anteriores —  10 GB/s, até 33 vezes mais que a velocidade máxima proporcionada pelo 4G, de 300 MB/s.


Mas, em termos de aplicações atuais, nos países que já contam com a tecnologia, as soluções estão ganhando os mais diversos campos.







“Há aplicações de 5G em malhas ferroviárias, para aumento de segurança e maior atratividade de passageiros, por exemplo, e na área industrial, reduzindo custos e aumentando a produtividade. A agricultura de precisão também já vem se beneficiando do uso da nova tecnologia. São vários os exemplos”, afirma Lima.


Na última quarta-feira (15), as cidades de Uberlândia (MG), Uberaba (MG) e Franca (SP) se tornaram as primeiras do país a contar com o serviço. Natal, capital do Rio Grande do Norte, recebeu um evento para “degustação” da nova rede.


Em outro evento em São Paulo, o ministro das Comunicações, Fábio Faria, disse ainda que todas as cidades brasileiras, inclusive localidades afastadas e comunidades rurais, terão acesso à nova geração de telefonia móvel até, no máximo, 2028. A expectativa é que todos os 5.570 municípios do Brasil terão ao menos a tecnologia 4G até o fim da implementação do 5G no país.




China




Apesar de o Brasil, bem como a maioria dos outros países, ainda estar no início da implantação da tecnologia, é possível encontrar exemplos em uma nação que já está mais avançada nesse processo, a China.


De acordo com levantamento divulgado em junho deste ano pela Viavi Solutions, empresa que atua no fornecimento de redes e serviços de telecomunicações, o 5G já está disponível em 65 países, sendo a China a nação com maior cobertura dessa rede, com 376 cidades conectadas. Na sequência, aparecem Estados Unidos (284) e Filipinas (95).


Na potência asiática, a nova geração de internet móvel já é utilizada para diversas tarefas. Shenzhen, no sudeste do país, por exemplo, conta com o primeiro e único hotel 5G do mundo, o que possibilita serviços como elevadores inteligentes, robôs para servir os hóspedes e videogames em tempo real. Com quase 50 mil antenas, a cidade possui a maior rede de conexão 5G do mundo até o momento.


Em outra cidade chinesa, Tianjin, uma paciente de 36 anos pôde ser operada por uma equipe médica que estava em Pequim, a 100 quilômetros de distância. Os cirurgiões efetuaram o procedimento manejando ferramentas robóticas de forma remota. O feito só foi possível porque, dois meses antes da cirurgia, o país havia começado a operar com a nova geração de internet móvel.







“A meu ver, o investimento da China nessas aplicações ultrassofisticadas é uma espécie de propaganda”, afirma o professor Vivaldo Bretenitz, especialista em tecnologia da Universidade Presbiteriana Mackenzie. “O mundo ainda está em uma fase muito embrionária do 5G e, na maioria dos países, a tecnologia ainda não é confiável a ponto de pôr em prática aplicações que ponham em risco vidas humanas.”


Fábio Lima, da FEI-SP, por sua vez, tem uma visão um pouco diferente. Ele acredita que a cirurgia a distância não é questão de futurismo, mas de tendência que ganhará espaço em breve.


Segundo ele, a ideia de fazer uma cirurgia a distância não é de hoje. Ela é antiga, mas não podia ser viabilizada pelas redes de telefonia móveis anteriores devido ao tempo de latência. Com o 5G, o tempo entre ação e reação é praticamente zero, o que permite uma comunicação quase instantânea entre pessoas e dispositivos. Da mesma forma, outras aplicações da rede devem ser postas em prática à medida que a tecnologia se tornar mais presente.







*Estagiária do R7 sob supervisão de Fábio Fleury

Fonte: Acesse Aqui o Link da Matéria Original

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